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Presidente da AMAUC participa de encontro com o Governador e pede apoio para normatização do Projeto RECOLHE e manutenção da Agência da CELESC em Concórdia

Publicado em 09/05/2019 às 16:25 - Atualizado em 09/05/2019 às 16:28

Presidente da Amauc - Prefeito Rogério Pacheco, Presidente da Fecam - Joares Ponticelli, Governador do Estado - Carlos Moisés.
Créditos: Veruska Tasca / FECAM Baixar Imagem

O Presidente da Amauc, Prefeito Municipal de Concórdia, Rogério Luciano Pacheco, participou do 3º Encontro de Articulação entre Estado e Municípios com o governador Carlos Moisés. Na pauta foi tratado sobre infraestrutura, educação e gestão de convênios.

O secretário da Casa Civil, Douglas Borba, apresentou o termo de cooperação técnica para viabilização dos Núcleos de Gestão de Convênios, em algumas regiões essas estruturas funcionarão dentro das associações municipais com dois servidores efetivos estaduais. Os núcleos serão gerenciados pela Central de Atendimento aos Municípios, da Casa Civil, e ficarão responsáveis pelos convênios de obras e serviços firmados entre Estado e prefeituras. 

No encontro, o secretário da Educação, Natalino Uggioni, apresentou algumas novidades para a área e o secretário da Infraestrutura, Carlos Hassler, detalhou sobre a parceria entre Governo e associações para manutenção das rodovias.

A AMAUC aproveitou o encontro e entregou ao Governador Carlos Moisés duas reivindicações:

Apoio ao Projeto RECOLHE: solicita especial atenção do Governo para interceder junto ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na consolidação do Projeto Piloto de Recolhimento e Processamento de Animais Mortos – RECOLHE, desenvolvido pela empresa CBRASA, com sede em Seara – SC. “A paralização do projeto representa um retrocesso para economia e segurança sanitária do Estado de Santa Catarina, diante disto, estamos unidos força para que o MAPA reveja os encaminhamentos e agilize as normatizações do serviço, especialmente para a comercialização dos produtos”, completa o Presidente da Amauc, Rogério Pacheco.

Manutenção da unidade da CELESC: Outro documento entregue é reivindicando ao Governo do Estado, como acionista majoritário da CELESC, que posicione-se pela manutenção da atual estrutura da Agência Regional da Celesc de Concórdia, que atende 17 municípios e sempre figurou como sendo uma das melhores Agências do Estado. A maior preocupação da região com o novo modelo organizacional é que os serviços sofram solução de continuidade ou retrocesso

Mais informações sobre a importância do projeto RECOLHE para a região:

Especialmente no Grande Oeste, o projeto veio solucionar um dos grandes problemas da produção de suínos e bovinos, tanto aos produtores como para a preservação ambiental, atividades essas que sustentam a economia da região e do Estado, uma vez que é nessa região que estão localizadas as maiores plantas frigoríficas do País.

Especificamente na região da AMAUC, composta por quatorze municípios, localiza-se a maior produção de suínos e a maior bacia leiteira do Estado, tendo como base a agricultura familiar, o que contempla grande número de produtores e faz gerar inúmeras atividades e postos de empregos de forma direta e indireta.

No entanto, em virtude da morosidade para consolidação do Projeto RECOLHE, pela ausência de normatização que contemple a retirada, transporte e transformação dos animais mortos nas propriedades, como também a regulamentação para que os subprodutos possam ser exportados pela empresa CBRASA, o Projeto sofreu solução de continuidade, e a empresa, a partir do último dia 6, concedeu férias coletivas a todos os funcionários, podendo não mais voltar a atividade.

O Projeto Piloto RECOLHE, inédito no Brasil, mesmo que ainda não devidamente regulamentado, atende todas as exigências sanitárias para sua efetivação e representa um grande avanço para a qualidade de vida dos produtores, ao meio ambiente e a toda a cadeia produtiva,  e se apresenta como uma das melhores alternativas para o destino dos animais mortos nas propriedades produtores com total segurança,  haja vista que a CIDASC possui total controle desses animais, graças ao programa de rastreabilidade.

Em razão de entraves burocráticos junto ao MAPA a Empresa não mais suporta arcar com os custos de recolhimento e produção de matéria-prima cuja comercialização da farinha se resume à fabricação de fertilizantes, o que não agrega valor suficiente para viabilizar o projeto.


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